Destinado ao público infanto-juvenil, "O Jardineiro de Sobral" conta a história do pequeno Dário, filho do Sertão nordestino que desconhece pai e irmãos. O tema da ausência e do vazio, do contraste entre personagem e ambiente, torna este texto de uma pungência e sensibilidade exemplares: há um sertão interior nesta criança. A transformação de Dário em adulto surge após a superação e compensação por tanta solidão. No texto da gaúcha Djine Klein, notam-se reflexos de Guimarães Rosa e Graciliano Ramos. O ilustrador João Clauveci Muruci complementa a trama com as linhas simples e fundas de rostos expressivos, em imagens que lembram a xilogravura da literatura de cordel.

Dos amigos, conduzidos pelo tempo como cúmplices das estranhezas da vida, Naná Meneses carrega os mistérios e encantamentos que mais assustam e seduzem. Nele nunca vi medo, assombro ou covardia. Juntos pelas ruas e esquinas da nossa cidade, desafiados pela juventude, tinha ele o poder da irreverência, do descompasso, da imensidão. O poeta já existia, tropeçava e pedia passagem, foi tomando-lhe a vida aos poucos. Das palavras, único patrimônio, riqueza deixada como rabiscos na nossa memória, o idealista e libertário Naná Meneses comanda os silêncios, as ausências, as inquietudes. E de repente, "não mais que de repente", ele  é presença entre nós com aquela mesma habilidade para "voar e acertar a bola na cesta". Revivê-lo é contrariar todas as certezas, é celebrar o passado como dívida dos sonhos perdidos.

Afonso Motta | Deputado Federal e Editor Executivo de "O Retorno da Fênix

O Retorno da Fênix
A HISTÓRIA

Hoje, reeditar o “Retorno da Fênix”, com outro formado, mais aprimorado, tem a perspectiva de poder mostrar as novas gerações os versos que ainda são desconhecidos e dar um melhor reconhecimento a esse poeta e sua obra. Através dos poemas, Naná Meneses se mostra inteiro, e como deve ter sido penoso - naqueles tempos - ser assim tão verdadeiro. Não se pode permitir que obra seja perdida no tempo. Ai daquele povo que não reconhece seus poetas.. È preciso resgatar o nome de

Nana Meneses, como poeta gaúcho da região do pampa, ao lado de um Laci Osório, de um Elvio Vargas, Lilá Ripol , Luiz de Miranda, entre outros de igual grandeza. Ter esse poeta entre nós não é mais possível. Mas, ler seus versos e com eles nos transformar. É possível. Então vamos viajar na grande aventura que esses versos nos leva.

Ficha Técnica:
Páginas: 108

Ano de Publicação: 2015
ISBN: 978-85-67095-05-9

Composição: Sulfite 90g; Ilustrado; Preto e Branco

Acompanha Marcador de Livro

Gênero: Poesia

Bibliotecária Responsável: Nalin Ferreira

Confira as fotos da sessão de autógrafos durante a 61ª Feira do Livro de Porto Alegre | Novembro de 2015
Naná Meneses

Autor

Foi na década de sessenta que Alegrete consolidou o “RICO LEGADO EM SUAS LETRAS”. Neste período que surgiu o sopro seminal daqueles que seriam as grandes luzes dos tempos vindouros. Prosperaram também várias coleções literárias que hoje são raridades, entre elas: Cadernos do Extremo Sul, Revista Ibirapuitã e outros. Neste decênio, a bolsa de apostas do destino abriu sua temporada de investimentos. Para não correr o risco de esquecer alguns e reafirmar o já conhecido reinado solar de muitos, destaco: NANÁ MENEZES, RUI NEVES e BRENO FERREIRA SILVA. O Naná era meu amigo, e muito conversamos sobre poemas. O Rui, além da amizade, era nosso guru. O Breno, em 1984, conquistou o primeiro lugar no concurso Mario Quintana, instituído pela Prefeitura Municipal, através do Centro Cultural Adão O. Houayek. Coube-me a entrega do troféu. Quando voltamos do Rio, em janeiro de 1990 (férias no tempo das vacas gordas), ele bateu-me no ombro na rodoviária de Porto Alegre e pediu-me moedas para comer alguma coisa. Lacônico, sombrio e magro, reconheceu-me. Eu o reconheci. Naquele exato momento, encarnei o Caronte do Rio Ibirapuitã. Debitamos para o silêncio qualquer tentativa de diálogo, talvez guiados pelas nossas conterrâneas humanidades diante do flagelo. Pelo que soube, ele não viveu muito tempo.

 

Elvio Vargas | Poeta e autor do prefácio de "O Retorno da Fênix"

Afonso Motta

Editor Executivo

Afonso Motta é advogado e político. Atuou como editor executivo no livro

"O retorno da Fênix"

A veia política vem de família. O avô Afonso Antunes foi Presidente do PTB em Alegrete. O tio Leocádio Antunes foi Deputado Estadual e Presidente do BNDES durante o governo João Goulart. E seu pai, Cassiano Pahim da Motta, foi Vereador, Presidente da Câmara de Vereadores e Vice-Prefeito. Afonso Motta foi Secretário de Estado do Gabinete dos Prefeitos até dezembro de 2013 e, atualmente, é Vice-Presidente Estadual do Partido Democrático Trabalhista. É Deputado Federal eleito, com mais de 91 mil votos.

Clauveci Muruci

Ilustrador

Nasceu no Pampa, onde com pequenos pedaços de telhas, aprendeu os primeiros traços ao rabiscar as calçadas de sua rua. Por lá deixou sua marca nos riscos facilmente lavados pela primeira chuva a escorrer.Evoluiu em técnicas diversas e hoje se expressa ao usar tinta China, xilogravuras, têmperas, bico de pena, HQs (que publica no Jornal de Artes), fotografia e óleo sobre tela. Insiste no traço livre, com o rabisco solto, totalmente sem compromisso de agradar. Desenvolvo essa liberdade criadora com prazer.É autor de várias ilustrações para livros infantis e ficção adulta, na tentativa de ajudar esses escritores a melhor contar suas histórias. Faz sua parte com prazer na expectativa de que os leitores também absorvam a sua intervenção criadora.