Como eu cuidei de um parente com Parkinson e como a doença modificou a minha vida para melhor!

              Já imaginou se de uma hora para outra você perdesse a fala e todos os movimentos do seu corpo? Você continuaria lúcido, pleno de todas suas faculdades mentais, com a lembrança de todas as suas memórias, porém aprisionado numa rocha, o seu corpo. O que você faria? Nada, pois não poderia, não é mesmo!?

 

              O que você gostaria que fizessem com você? Pode tirar fora a opção eutanásia, ela é um crime no Brasil. Mesmo que você tenha uma lista de coisas que gostaria que fizessem por você nessa situação, ninguém jamais descobriria, você estaria completamente à mercê de decisões e escolhas alheias, afinal você não fala e nem escreve. Difícil até de imaginar, não é mesmo. Eu vivi essa realidade, não no corpo de mármore, mas no papel de quem cuida da rocha.

 

              Este livro é mais que um relato de uma década atípica, ele é um manual de sobrevivência às pequenas, médias e grandes catástrofes domésticas. O que pode ser pior do que perder a saúde? Cuidar de alguém que perdeu a saúde? Não, não mesmo! Preservar a integridade é uma batalha duríssima, imagina fazer isso por outra pessoa ou para um grupo de pessoas?!

 

          

Luana Arend Schreiner

Luana Arend dedica a sua vida à construção da maturidade espiritual através do aperfeiçoamento da conexão com Deus. Jornalista, mestre em Educação, pós graduada em Orientação Educacional e Sociologia, atualmente trabalha como escritora ghost-writer e assistente de comunicação na Efetiva A.V.

 

Há oito anos é trabalhadora voluntária do Hospital Espírita de Porto Alegre, mediadora de grupos de auto ajuda e espelhamento para dependentes químicos e seus respectivos codependentes. É estudante da doutrina espírita há quinze anos. Apoiadora e partidária das causas libertárias pelo Partido Novo e ecologista ferrenha no GEV - O Grupo Ecológico de Viamão.

                          Ainda mais para mim, uma individualista ferrenha, amante da liberdade, mas, pela sorte da rocha, também sou amante da responsabilidade. Perdi o direito de buscar minha própria felicidade? A felicidade não é um clichê, a vida não é uma decisão entre o egoísmo e o altruísmo, entre o lazer e o sacrifício.

 

              Sobreviver e viver é bem mais complexo que a alegria ou a tristeza. Me acompanhe neste relato de profunda dedicação aos valores, ao que há de melhor e mais elevado, ao ideal da edificação do caráter e da construção da antifragilidade.