Nelson Brauwers nasceu em Três Passos, Rio Grande do Sul. É médico formado pela Universidade Católica de Pelotas e exerce sua profissão trabalhando em Saúde Pública. Autor de “Sargaça”, Pelotas: edição do autor, 1979; “Os cães da noite”, Porto Alegre: Editorial Villa Martha, 1980; “A subversão dos delírios”, Porto Alegre: WS Editor, 1998, “Memórias de outro”, Porto Alegre: Muruci Editor, 2018, “Alumbramento Poético Sentimental, Amoroso e Político de um Anarquista”, Porto Alegre: Muruci Editor, 2020; “Talvez ou Quase Hai Kais”, Porto Alegre: Muruci Editor, 2020;  “Toda Palavra Sabe o Quanto Dói”, Porto Alegre: Muruci Editor, 2020. Também é um dos organizadores e autor da coletânea “Pandemia Literária”, Porto Alegre: Muruci Editor, 2020.

 

Na área de audiovisual tem cinco curtas metragens: os documentários: “Através de uma escultura” (2012), codireção com Henrique Lahude, “BarraCine – Tapete Verde” (2013), “Piska” (2016), codireção com Andruz Vianna, “Gisele e Bianca” (2019) e “Amanhecendo cicatrizes” (2019), codireção com Juarez Paulo Braga Zamberlan, Ivânio Dalagno e Valdinei Vargas.

 

Pai de três filhas: Elisa, Alice e Isadora.

         Nelson Brauwers encontra-se em uma escalada crescente de evolução de seu trabalho poético. Surpreende a cada novo livro, levando, muitas vezes, o leitor a ter vontade de parar a leitura, erguer os olhos, levantar da cadeira e se pôr a escrever poemas, tamanha a inspiração que provoca. Não costuma repetir os mesmos temas, mas, como ave migratória, anda por lugares diferentes em busca de voos (sempre novos) que traduzam a força do humano, sua marca essencial.

        A poesia de Nelson Brauwers, vinda ainda do primeiro livro Sargaça (1979) a Alumbramento (2020), percorre a saga humana em suas questões políticas, existenciais, memorialísticas, sentimentais e visionárias, sempre sugerindo reflexões sobre esses e outros temas. A essência do seu trabalho não se encontra apenas nos temas abordados. Se assim fosse, andaria pelo mundo escorregadio dos que apenas levantam da cadeira com a intenção de poetar, sem o domínio da arte.

Com sagacidade, promove uma imersão nas atribulações da vida, ou mesmo de seus momentos de calmaria, sugerindo reflexões sobre cada um de seus cantos obscuros. Esse desvelamento da realidade, sem tentar empreender um esforço de reproduzi-la, constitui o grande mérito do poeta na escolha, não apenas nas palavras que pretende usar, mas do arranjo das mesmas que se entrelaçam para sugerir o sentido das coisas do mundo.

Todas essas virtudes expressivas podem ser constatadas em Sob o Regime da Peste e do Medo.     


Solange Medina Ketzer
Doutora em Educação
Mestre em Letras
Especialista em Literatura
Infantojuvenil
Graduada em Letras