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Suzete Lubas lança sua primeira obra: um livro sobre amor, perda e reconstrução emocional.

O livro O Amor que Permaneceu convida o leitor a uma travessia íntima entre rupturas, saudade e autoconhecimento, revelando que o amor mais essencial é aquele que permanece dentro de nós.

Em uma sociedade marcada por vínculos cada vez mais frágeis, por silêncios que substituem diálogos e por despedidas que nem sempre encontram explicação, O Amor que Permaneceu, da autora Suzete Lubas, surge como uma obra profundamente sensível, reflexiva e necessária. Mais do que um livro sobre relações amorosas, esta é uma obra sobre permanência, travessia e reconstrução — sobre aquilo que permanece em nós mesmo depois que tudo parece ruir.

Com uma escrita delicada, madura e intensamente emocional, Suzete Lubas conduz o leitor por uma jornada íntima de dor, luto, consciência e renascimento. Sua narrativa transcende o relato de um término amoroso e alcança dimensões universais da experiência humana: a saudade, a ausência, a ruptura de expectativas, o peso da reciprocidade não correspondida e, sobretudo, a difícil — mas libertadora — tarefa de voltar para si.

Ao longo da obra, a autora mergulha em temas profundos que atravessam a vida emocional contemporânea: a incoerência afetiva, o desgaste silencioso das relações desequilibradas, a exaustão de insistir onde já não há presença genuína e a maturidade necessária para compreender que, em certos momentos, partir também é um ato de amor. Não necessariamente amor pelo outro, mas amor por si mesmo.

Em O Amor que Permaneceu, o leitor encontra reflexões poderosas sobre o luto emocional — não apenas pela perda concreta de alguém, mas pela morte simbólica de sonhos, planos e futuros imaginados. Suzete traduz com rara sensibilidade a dor de perder não só uma pessoa, mas também a versão de si que existia dentro daquela relação. A autora revela com honestidade a complexidade desse processo: o vazio das primeiras ausências, o silêncio ensurdecedor após a ruptura, a tentativa de racionalizar a dor e a difícil adaptação ao “depois”.

Mas a grande força da obra está em sua recusa em romantizar o sofrimento. Suzete não escreve para glorificar a dor, e sim para ressignificá-la. Em suas páginas, a dor deixa de ser apenas ferida e passa a ser movimento. Torna-se travessia. Torna-se aprendizado.

A cada capítulo, a autora conduz o leitor para uma compreensão mais profunda do amor — não como dependência, idealização ou sacrifício silencioso, mas como escolha consciente, responsabilidade afetiva e presença real. Seu texto propõe uma reflexão essencial para os tempos atuais: amor sem reciprocidade não sustenta; sentimento sem consistência confunde; afeto sem responsabilidade adoece.

Nesse contexto, a obra apresenta uma das mensagens mais potentes de sua narrativa: o amor que permanece nem sempre é aquele que recebemos do outro. Muitas vezes, é aquele que sobrevive dentro de nós após as perdas, as frustrações e os desencontros. É o amor que resiste quando o encanto acaba. O amor que amadurece quando a ilusão se desfaz. O amor que aprende, finalmente, a estabelecer limites sem culpa e a escolher a dignidade acima da carência.

Dividido em etapas que simbolizam a própria jornada emocional da autora — da ruptura à travessia, da travessia à reconstrução —, o livro revela um processo profundo de transformação interior. A mulher ferida, que inicialmente busca respostas no outro, aos poucos descobre que sua verdadeira cura não está na volta de alguém, mas no reencontro consigo mesma.

Essa reconstrução, no entanto, não é retratada como um gesto grandioso ou repentino. Pelo contrário: Suzete mostra que reconstruir é um exercício cotidiano. É reaprender a habitar o próprio silêncio. É resgatar a própria voz depois de tanto tempo tentando caber nas expectativas alheias. É reconhecer que amor-próprio não se manifesta em discursos grandiosos, mas em pequenas escolhas diárias de respeito, verdade e autocuidado.

A autora também oferece uma reflexão profundamente contemporânea sobre limites. Em um tempo em que a tolerância ao desequilíbrio emocional muitas vezes é romantizada como prova de amor, O Amor que Permaneceu propõe um contraponto lúcido: limites não afastam quem deseja permanecer; eles apenas revelam quem nunca esteve preparado para ficar.

Ao final da leitura, o livro deixa uma certeza delicada, porém transformadora: nem toda história precisa durar para ser verdadeira. Algumas relações chegam para ensinar. Outras, para despertar. E algumas perdas, por mais dolorosas que sejam, carregam em si o nascimento de uma versão mais íntegra, consciente e inteira de nós mesmos.

O Amor que Permaneceu é uma obra para quem já amou profundamente, para quem já enfrentou o silêncio de uma ausência que grita, para quem precisou juntar os próprios pedaços depois de uma ruptura e, principalmente, para quem está aprendendo que recomeçar não significa esquecer — significa seguir adiante sem se abandonar.

Mais do que um livro sobre o amor entre duas pessoas, Suzete Lubas entrega ao leitor uma poderosa reflexão sobre o amor mais essencial de todos: aquele que começa dentro de nós.

Porque, no fim, o amor que verdadeiramente permanece não é o que implora para ser escolhido.

É o amor que, mesmo depois de todas as perdas, continua de pé — inteiro, lúcido e vivo — dentro de si.

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